em si mesmo cai, ensimesma

by adealmeida

Estou à beira da reforma – disse o papa para a papisa. Um pouco depois, a papisa abriu a boca pra murmurar qualquer coisa que o papa não percebeuo que ela disse. Mas pela cara dele que ela sempre olhava de frente, ela soube que ele tinha fingido não ter ouvido mais uma vez. O que acontecia cada vez mais vezes até ela pensa na mudança de papa. Passave ela as tardes a bordar mais um ponto a ponto em cruz e nela pregava pequenos berloques passados por um pouco de amarguinha que ele não resistia a chupar.
Houve um dia em que os sinos desataaram a badalar por todo o lado e a papisa interrogava quem por ela passava o que teria acontecido. Na sua solidão, à sua voz sumida nenhum eco nem resposta.
Mais tarde, haveria de lembrar-se desse dia em que as suas amarguinhas tinham resolvido o seu problema. Os sinos tinham dobrado pelo seu papa e ela agora só lhe ocoria lamentar não lhe ter ouvido a frase que ela lhe ensinara.
Estou à beira da morte era o que havia de ter sido dito por quem nunca se encontraria com a reforma mas, com a sua ajuda, veria ao todo poderoso mais cedo do que esperava.