Violão

A música espalhou urna neblina de tristeza rio ambiente farrista de ainda agorinha. Os pares rodam muito chegados… Nonó caminha para o interior da sala. Dói ordena paragem das danças.

Vai haver canto, senhores. O jazz diminuiu o bater. Os violões morrem de espasmo nos bordões. A voz grulhenta dos cavaquinhos recolheu-se em surdina. Nonó chama os músicos para o meio da sala e começa a cantar:

Na sê campo simiado di strela,
Nhor Dê fichá Didinha Lua
na tumba di nôte sucuro…

O violão é padre mestre nesta cerimónia. A voz e os bordões dos violões vão muito juntos, acotovelando-se. A uma quebra de Nonó, o violão fica interrogando num meio tom.

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Baltazar Lopes. Chiquinho

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