dona Luva de Cozinha…

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Uma coruja voou contra a escuridão que cobria o espelho das águas.

De repente, alguém acendeu uma luz e a coruja estampou-se. O rato que trazia nas garras caiu então na banheira em que Luva de Cozinha  tomava o seu banho.

Ao ver o rato, Luva de Cozinha saiu a correr pela casa, nua como Deus a deitou ao mundo.

O que safou o rato foi o seu sangue frio de rato do cano de esgoto. Nadou até ao fundo, abriu o ralo da banheira e deixou-se levar na corrente.

A coruja ainda lá está encostada à parede, com os olhos brilhantes mas cegos, e cheiínha de sais de banho.

 

círculo virtuoso: 1990