Marx e a divisão de trabalho para as conspirações

Karl Marx, Os conspiradores,  Paris: 1850

(…)

Com o incremento das conspirações proletárias surgiu a necessidade  de divisão do trabalho; os seus membros dividiram-se em conspiradores de ocasião, isto é, operários que se dedicavam à conspiração apenas como actividade paralela à suas outras ocupações, que só frequentavam os encontros para poderem ficar disponíveis para comparecer nos lugares de reunião a um apelo dos chefes, e conspiradores profissionais, que se dedicavam exclusivamente à conspiração e dela viviam…. As condições de vida desta classe determinam desde logo todo o seu carácter…. A sua existência periclitante, a cada momento mais dependente do acaso do que da sua actividade, as suas vidas desregradas, cujos  únicos pontos de referência estáveis eram as tabernas – pontos de encontro dos conspiradores -, as suas inevitáveis relações com toda a espécie de gente duvidosa, situam-nos na esfera de vida que em Paris dá pelo nome de boémia

(…)

de “A modernidade” de  W. Benjamim

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s