o Solitário

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Há muito para ser dito a favor de um jogo que posa ser jogado por uma só pessoa. Pode ser jogado ou abandonado sempre que se queira. Não há qualquer incómodo com tentar arranjar ou manter um adversário; ninguém para ficar aborrecido se, de repente, decida  desistir de jogar. Já que é, de um certo modo, o seu próprio adversário, a companhia é agradável e perfeitamente combinada consigo em habilidade e inteligência, e sempre estará livre de sarcasmo embaraçoso caso faça alguma jogada estúpida. O jogo é particularmente bom se for  um verdadeiro desafio e se abranger vários domínios. Ainda melhor é quando o jogo tem poucas regras e simples. Pode ainda ser melhor se para o jogar não for necessário qualquer equipamento específico e possa ser jogado em qualquer lugar e a qualquer momento. Ou quase.
Os geómetras gregos da antiguidade desenharam um jogo – a que podemos chamar solitário geométrico – que , apreciado de todos os pontos de vista antes referidos, deve estar no topo de qualquer lista ordenada de jogos para serem jogados por uma só pessoa. Ao longo dos tempos sempre atraiu hostes de jogadores, e ainda hoje, passados mais de 2000 anos sobre a sua criação, parece não ter perdido nada do seu encanto especial nem fãs. (…)

Howard Eves, Fundamentals of Elementary Geometry. Jonas and Bartlett publishers. Boston: 1992

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