querer inspirar

If we want to inspire a young writer to be a poet, we do not start with a grammar book. Instead, inspiration and love literature come from reading complex works of art like Hamlet or Catcher in the Rye. Promoting a similar idea, Einstein wrote “the misterious… is the source of true art and science” (Ulam 1976, p. 289). To be more specific, one way to develope urgency and curiosity in mathematics students is to encourage them to wrestle with complex mathematical objects, ones whose dep and misterious realationschips are waiting to be found

“Circumscribable Quadrilaterals: A Journey in Honors Geometry. Charles Worrall. Mathematics Teacher (NCTM) October 2004, Volume 98, Issue 3, Page 192”. Tinha gostado muito da introdução a este artigo, aqui transcrita, que começava assim de uma forma inspiradora. 

espirrar os seios nasais

naqueles dias em que a primavera me castiga o corpo com comichões inesperadas

inibo a inspiração pelo nariz para não inspirar o pólen aéreo ou as asas de uma abelha ou vespa em voo picado ou

mais radicalmente  para não me inspirar porque umas vezes penso que sou alérgico ao pólen e

mais vezes penso que sou alérgico a mim ao meu corpo e à minha alma gémea os dois igualmente visíveis vizinhos de mim e

sei que as comichões me entram pelo nariz  e quando este as persegue até aos seios nasais  e

no vale entre eles se perde e  se distrai naqueles dias em que a primavera me castiga o corpo com comichões inesperadas

ou isso tudo é não mais que alegria como fora  alergia maiúscula  a minúsculas vírgulas ou pontos disfarçados nas cicatrizes

ou pontos de admiração do nariz ao pasmar com os seus próprios seios cheios e

sem  volúpia alguma e

com vergonha nenhuma

desalmado,

desalmai-me devagar mas sempre,
todos os dias, da minha vida vivida por mim
e mais ninguém, desalmai-me.
separai a minha vida das coisas em que penso
sem quere saber o que ou quem são
e é sobre essas, coisas e pessoas,
que me debruço em ânsias de as ver

onde estou, seja lá onde for,
desalmado

Re:começar todos os anos

No primeiro dia de 2004, escrevi este texto que agora repito. Só mudam os números.

Para todos os que se interessarem por isso, a minha vida só depende da vontade dos outros em viver bem o ano de 2019. Vivam bem, pois! Se não precisarem de fazer por isso por vocês mesmos, façam-no por mim. Eu mereço alguma compaixão. Cada um de nós merece.

Para mim, isto é coisa da idade, o que conta é que está passado. 2018 já cá canta e não vai constar da minha pedra tumular.

As minhas fotografias são todas a preto e branco, mesmo quando não parecem. Umas vezes, vejo o negativo; outras vejo pelo positivo. Ainda consigo fazer revelações. Não há qualquer angústia em saber. Também não me amofino quando finjo que não sei.

1/1/2019